Museé National du Moyen Âge

Todos os Assuntos, Viagens — Por - 22/10/2011 8:58 am

Visitar as Termas de Cluny é entrar no clima medieval e imaginar como viviam os moradores da antiga Paris, na época conhecida como Lutécia.

Vista externa do local

         O Museu parece um pequeno castelo localizado ao lado da Sorbonne, mas, na verdade, reúne duas construções históricas muito importantes no centro de Paris: as termas galo-romanas, datadas entre I e III d.C., e o Hôtel de Cluny, uma área residencial de monges datada do século XV. Porém, mais que a arquitetura, o museu conserva inúmeras peças que compreendem portas antigas, sapatos, joias, escudos, adagas e, claro, vitrais e tapeçarias, ao estilo medieval.

Forma de sapato rústico

Escudo medieval feito de madeira.

O design arrojado chama a atenção, apesar da época.

         As termas foram construídas por determinação do imperador Júlio César após a conquista da Gália e também incluíam sala de massagem, jardim e biblioteca. Após a invasão dos bárbaros, as Termas ficaram abandonadas e somente no século XIII, com a transferência da Universidade de Paris (Sorbonne) para a região, foram reformadas. Na mesma época, a abadia de Cluny, com o intuito de influenciar o meio estudantil, construiu ao lado um colégio e uma pousada para os religiosos que visitavam a capital francesa.

Vista interior da capela. O arco ogival, característico da arquitetura gótica, marca presença no local

 

Capela do andar superior.

         Além do conjunto arquitetônico, o acervo só pôde ser exposto ao público, inclusive turistas apaixonados pela Idade Média, graças ao colecionador Alexandre du Sommerard, que, por algum tempo, residiu no Hôtel e guardava peças antigas como como forma de satisfazer sua paixão pela Idade Média. Após sua morte, o acervo foi adquirido pelo Estado e seu filho foi nomeado curador do museu.

 

Arco renascentista – a mistura de estilos no local

Tapeçarias – os desenhos nos transportam para cenas da Idade Média por meio do vestuário de suas personagens e pela utilização predominante de cores como azul e vermelho

Objetos de uso cotidiano e dois elmos

Presença religiosa – A cruz de ouro maciço atrai os olhares por seus traços rústicos e pelo peso

Alguns sarcófagos – esculturas que são verdadeiras obras de arte.

         Além dos jardins, é possível ver as ruínas do frigidarium (sala fria) e do caldarium, a primeira com vestígios de um mosaico que nos remete ao estilo romano e nos levando a um tempo em que uma civilização deixaria seu rastro até os dias atuais, seja pelos ideais, sistemas de leis, pela força ou mesmo sua cultura.

         Aos turistas, a dica é visitar o Museé National du Moyen Âge com pilhas bem carregadas, pois o acervo é fantástico e vasto. Infelizmente, a (talvez) peça mais bela da coleção é a tapeçaria La Dame à la licorne, do século XV, não pode ser fotografada, mas basta admirá-la sem pressa para que o registro fique em sua memória.

         Caso queira conhecer mais, acesse http://www.musee-moyenage.fr e conheça as Termas de Cluny.

Samanta
samanta_m@ig.com.br

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